04/04/2010

Eu aprendi

Comecei a aprender mais um pouco sobre mim. Sou uma pessoa que ama a família e [hoje] dá valor somente aos amigos que realmente dão o retorno com carinho, atenção e sinceridade. Acho que descobri que ser bonzinho não é suficiente para alçar vôos altos e ter seus objetivos atendidos, mas não é preciso puxar o tapete de ninguém. O importante mesmo é saber cair do tapete que algumas pessoas insistem em puxar. No final, tudo dá certo de algum jeito. Eu me acerto, eu tropeço, mas não passo do chão. Eu suporto a colisão. Aprendi que o segredo de viver bem é cultivar uma boa saúde dosada com um pouco de aventura e também sede de conhecimento e vontade de descobrir coisas novas. Até agora, a vida tem me dado muitos ensinamentos. Aprendi na dor e no amor e, posso afirmar tranquilamente, que quando passei pela dor tive vários insights, lembranças e, realmente, foi o momento que acordei do pesadelo que passava e despertei para uma nova vida. Foi quando pensei: “é a hora da virada”!

A profissão exigiu de mim que eu também que passasse por momentos de riso e de choro e fizesse algumas escolhas, mas que me beneficiassem em primeiro lugar, porque percebi que sou o protagonista de minha própria vida, mas o mundo não gira somente ao meu redor e, por isso, tem os outros atores que insistem em querer cuidar da sua vida. Falam mal, falam bem ou então simplesmente falam para terem o prazer de falar de alguém. Mas, hoje eu não ligo mais. Aprendi que o que realmente importa é o que você sente. O sentimento que vem da sua família, de seus amigos mais próximos e, por que não, dos seus colegas de trabalho. E aprendi a sentir que um abraço carinhoso, um beijo estalado e um aperto de mão valem muito mais do que presentes e agrados. As palavras proferidas que vem do coração como: “Eu te adoro”, “Eu te amo”, “Você é muito importante” devem ser ditas com mais freqüência para os que realmente precisam e merecem ouvir. Eu também gosto de ouvir, desde que a pessoa tenha a vontade de dizer. Nada forçado vale a pena. Aprendi também que forçar uma amizade que não dá certo é retrocesso. O coração precisa bater no ritmo de um jovem e não sofrido como uma bomba relógio pronta para explodir no momento que menos espera.

Aprendi a cuidar de mim, de cultivar as melhores amizades, de valorizar a família e de trabalhar dentro dos meus limites. Considerar esses fatores equilibrados, sem exageros para não sofrer mais de um lado do que do outro, mas sim da maneira que deve ser. Aprendi que fazer academia, pedalar, estudar inglês e fazer coisas que você sempre teve vontade, mas não tinha coragem ou iniciativa para fazer. Eu aprendi a correr atrás dos meus sonhos e de lutar pelo que sonho tendo meus momentos de lazer ao lado de quem realmente gosto. Fica a dica: Isso e muito mais libertam qualquer pessoa de prisões diárias que a vida insiste em amarrar.

27/02/2010

Evanescence ‘together again’ com os fãs

Após vários anúncios, conversas e discussões de que o grupo de rock Evanescence estava acabando ou então que a banda ia gravar um CD novo em breve, finalmente a boa notícia chegou para os fãs de todo o planeta e depois do Carnaval. Amy Lee anunciou em seu twitter oficial que entrou em estúdio para gravar o terceiro CD e que estava ansiosa.

A boa nova foi comemorada com entusiasmo pelos amantes do som que Amy Lee e cia trazem desde as primeiras apresentações, muito antes de “Fallen”, quando ainda a banda gravava seus demos e EPs como Origin. Desde o último CD, “The Open Door”, algumas canções tiveram participação ou mesmo foram executadas pela própria Amy. Foi o caso de “Sally’s Song”, no disco Nightmare Revisited, ou então a novíssima “Together Again”, feita para ajudar as vítimas do Haiti.

Detalhe mais que interessante na última música é de que ela relembra as raízes mais profundas do Evanescence como os sussurros ao fundo, algo que podemos ver em “Before the dawn”. Aliás, as canções são parecidas em sua essência, mas possuem contextos diferentes. Em “Together Again”, Amy diz: “Maybe this time we can leave our broken world behind. We’ll be together again” (Talvez desta vez possamos deixar nosso mundo despedaçado para trás. Nós estaremos juntos novamente). O sentido desta canção em um disco para arrecadar fundos ao Haiti é totalmente visível. O mundo está cada vem mais quebrado, quem sabe um dia eles poderão deixá-lo e permanecerem juntos novamente?

Em Before the Dawn o contexto é outro. É uma música forte, mas que também mostra que duas pessoas podem ‘jogar tudo pro alto’ e viver o amor. “Maybe tonight, we'll fly so far away, we'll be lost before the dawn” (E talvez esta noite, nós voaremos pra tão longe, estaremos perdidos antes do amanhecer).

O terceiro CD deve sair no segundo semestre deste ano e deve ser diferente dos outros dois álbuns, segundo a própria vocalista. Enquanto aguardamos porque não relembramos os antigos sucessos e curtimos os novos para treinarmos nossos ouvidos para escutar novamente os choros, os sussurros, os gritos e, enfim, o rock agressivo e dominante do Evanescence?

27/12/2009

O que esperar de 2010?

2009 vai embora. E com ele tudo o que aconteceu ficará marcado para a história e será determinante para as ações a serem feitas nos próximos anos, a partir de 2010. Chuvas, enchentes, mortes, queda do diploma de jornalista, gripe suína, mensalões que o povo esquece na hora do voto, dengue...não foi fácil enfrentar todos os fatos, sobretudo no meu caso, noticiar e passar as informações oficiais aos meios de comunicação. É complicado você manter em seu cérebro muitas informações e ainda toda a forma de passar para a imprensa de forma correta e não deixar dúvidas ou brechas para discussões.

Panorama geral: só lembramos das catástrofes...não...tiveram coisas boas também em 2009, mas decididamente nesse minuto de domingo não me ocorre nada no momento que influencie a vida de todos os brasileiros. 2010 será ano da Copa do Mundo e de eleições para presente da república, governador, deputados estadual e federal e senadores. Será o ano da diversão do futebol e da seriedade (?) das eleições.

Todo Réveillon é a mesma coisa: todos se reúnem com os amigos e/ou com a família para cantar músicas consagradas como: “adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize, no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Fazemos contagem regressiva, vemos a queima de fogos, sonhamos com os votos de paz, saúde, felicidade, prosperidade, amor e também pulamos as sete ondas (para quem passa na praia) pra dar sorte no ano novo.

Mas não dá pra se despedir desse post (não do blog, claro) sem desejar aos internautas leitores, um ano novo de BOAS NOTÍCIAS a todos!


PS: Não me despeço do blog e sim do post ok pessoas? 2010 prometo escrever mais. Passei um bom período sem postar por falta de tempo, podem me seguir no twitter (@gusjornalista) ou ver minhas fotos no flickr (www.flickr.com/olharesprofundos)

19/08/2009

‘Chiaroscuro’ – um disco adorável


Não é 8 nem 80 e nem 256tonsdecinza. Chama-se ‘Chiaroscuro’ o terceiro disco de estúdio da roqueira baiana Pitty, que é adorada, mas também odiada por muitos. Ela surge com som diferente e maneiro em seu novo trabalho, com 11 músicas inéditas que, se bem exploradas, pode mudar a opinião de muitos críticos de plantão.

A começar pelo primeiro single. “Me Adora” chegou recentemente às rádios e também é um dos vídeos mais assistidos no youtube. Na canção, a artista começa contando que viveu muitas ilusões (tantas decepções eu já vivi / aquela foi de longe a mais cruel). O barato é que não sabemos qual é ‘aquela decepção cruel’ tão cantada e conclamada na música e isso se encaixa em várias situações do cotidiano humano. Afinal, quem nunca passou por várias decepções e elegeu as mais cruéis pelo qual já passou?

Continuo citando “Me Adora” porque é a coqueluche do momento. A letra é relativamente fácil de ser compreendida, mas, quando ouvida pela primeira vez, pode causar estranhamento no refrão. Sim, estamos falando do ‘foda’ incluído na letra da música (Que você me adora / que me acha foda / não espere eu ir embora pra me dizer).

Quando ouvi pela segunda vez percebi que tinha ‘algo a mais’ a ser desvendado pela letra. E realmente tem. A letra, para mim, surtiu um significado interessante. Até que ponto uma pessoa dá valor à outra? Geralmente, damos mais importância quando ela não está entre nós (separada ou morta). Por não dar o braço a torcer, não dizemos no momento certo que adoramos a pessoa que está para partir.

Mas não só de “Me Adora” é composto o novo trabalho de Pitty. O CD fala de sentimentos, valores e ações próprias do ser humano. É composto por “8 ou 80” que dá início ao disco com um rock de ‘aquecimento’ para as outras dez canções. “Medo” vem um pouco mais agressivo e levanta a questão humana de simplesmente ‘sentir medo de ter medo’.

O medo, se chega ao seu extremo, pode levar às lágrimas. Para isso “Água contida” resume um pouco deste momento que pode ser patético, porém, necessário: Então sai, deixa correr /Toda a água contida /Então sai, deixa correr / Toda mágoa velada é água parada / E uma hora transborda.

Duas músicas que se destacam em ‘Chiaroscuro’ são “Fracasso” (Vive tão disperso olha pros lados demais / Não vê que o futuro é você quem faz porque o fracasso lhe subiu a cabeça) e “Desconstruindo Amélia” (Hoje aos 30 é melhor que aos 18 / Nem Balzac poderia prever / Depois do lar, do trabalho e dos filhos / Ainda vai pra nigth ferver). A segunda canção é uma ‘atualização’ da Amélia (aquela que era mulher de verdade). Em nenhum momento este nome é citado, apenas foi nomeado desta forma.

Outros discos e análise final
“Admirável Chip Novo”, primeiro disco da cantora, teve um estilo que a lançou para o sucesso. “Anacrônico” consolidou a artista dentro do cenário do rock de uma forma ‘arretada’.

“Chiaroscuro” não é, no momento, o melhor disco da carreira de Pitty porque ainda não foi explorado em sua totalidade. Mas tem conteúdo suficiente para provar que uma mulher pode levantar o rock brasileiro em grande estilo.

O disco mostra também a capacidade de poder inovar nas letras sem se preocupar com o consumismo e se as letras vão ‘pegar’ fáceis na língua das pessoas e grudar como chiclete ruim de ser mastigado. CD bom é composto por qualidade nas letras, sonoridade e capacidade de transmitir pensamentos. Tudo isso é passado pela roqueira. Já é um ótimo começo para um novo trabalho.

10/07/2009

Pelo sabor de ouvir Zélia Duncan


Sutil, apaixonante e, simplesmente, formidável. Boas razões para ouvir o novo disco de Zélia Duncan. “Pelo sabor do gesto”, faixa 6 do álbum, traz uma cantora que cada vez está mais madura, experimenta novos sons e ritmos envolventes.

Compositores desconhecidos do popular, com alguns muito interpretados por Zélia (caso de “Duas Namoradas”, de Itamar Assumpção), a temática do trabalho da artista é o amor. O amor que é correspondido, o mesmo amor em que cabem todos os verbos do mundo, a ambição de encontrar a alma gêmea, tocado pelo sabor do gesto, entre outras casualidades do dia-a-dia como também descobrir tudo em 24 horas, uma semana e até 365 noites.

É decididamente um álbum que tem começo, meio, mas não tem fim, pois, “Nem tudo que acaba aqui deixa de ser infinito”. Após ouvir bastante o disco deixo minhas impressões de cada música:

Boas Razões: A faixa que abre o disco é arrebatadora. Um ritmo que ainda não tinha ouvido Zélia experimentar. A canção mostra que não tem nada de pré pós tudo bossa band e sim uma sonoridade que ZD e Fernanda Takai investem a voz para entrar na temática do amor.

Todos os verbos: “Errar é útil, sofrer é chato”. Nessa música a temática já está estabelecida e o contato entre ouvinte e artista já foi feito. Senti uma certa continuidade e conexão com a música “Boas Razões”. “Todos os verbos” mostra que o ‘amar’ é ligado aos outros verbos como errar, sofrer, odiar, entre outros.

Telhado de Paris: Melodia doce e arranjos mântricos. Tem elementos da natureza e coloca em nossas mentes uma paisagem única, que cada um imagina na memória.

Tudo sobre você: Quem não gostaria de descobrir em 24 horas tudo o que o (a) amado (a) adora, tudo que o (a) faz feliz e em um fim de semana tudo o que ele (a) ama e no prazo de um mês tudo o que ele (a) já fez? Os desejos são expressos nesta canção em rimas excelentes.

Sinto encanto: “Eu ouço sobre o amor e me calo. Eu não quero nem saber o que me espera”. Mais uma vez o amor é tratado com carinho nesta música e deixa uma lição “Ninguém sabe tudo, nada é perfeito”. Apesar de tudo, Zélia canta e sente encanto.

Pelo sabor do gesto: Zélia se refere nessa música, novamente, ao amor ser tocado pelo sabor do gesto e ao “morder fundo a maçã”. Numa análise livre podemos dizer que a maçã é o fruto do amor, tendo em vista que nas mais variadas festas e parques de diversão, geralmente próximo à roda gigante, sempre há um carrinho com “maçã do amor”.

Ambição: Música forte escrita por Rita Lee. Também o amor toma conta de toda a letra, mas “nem tudo são flores”. É necessário para viver bem um grande amor, dinheiro, fazer ‘um pouco de tudo’ para assim ‘ganhar o mundo’.

Esporte fino confortável: O amor nesta música é tratado como o sentimento entre amigos de verdade, principalmente no verso “Amizade que é amizade intima rima com intimidade”. Quem não tem um amigo que realmente ama? Quem nunca amou um amigo? Quem irá dizer que no futuro não haverá um amigo para amar? Porque amizade é um “esporte fino confortável”.

Os dentes brancos do mundo: “Compre seu sonho em vida sorrindo/veja os dentes brancos do mundo ei/eu me aposentei desta vida/e dirijo empresa de sonhos”. Apenas voz e violão. É uma irmã-gêmea de “Pelo sabor do gesto”.

Se eu fosse: Metáforas, comparações ou qualquer coisa que você possa definir. “Se eu fosse”, Zélia relaciona os mais variados estilos musicais (por qual já passou ou mesmo ouvia quando criança) para relacionar a busca pela alma gêmea: rock, modinha, forró, maxixe, canção, letra de música e até os grandes “Bach” e “Beethoven”.

Aberto: Zélia revive nesta canção um estilo já adotado em outros discos – o pop/rock. Letra pequena, simples e que o coração ficará aberto para a pessoa amada “apesar da chuva, apesar da rua, apesar da hora, apesar dos pesares”.

Se um dia me quiseres: Música com qualidade a la Zeca Baleiro. Só conferindo pra comprovar o ótimo resultado.

Duas namoradas: Canção de Itamar Assumpção. Nela, Zélia lembra que a música e a poesia são suas “duas namoradas” também. A bigamia é justa e esclarecida durante toda a letra. Porque é impossível separá-las.

Nem tudo: A faixa que encerra o disco, não o encerra na verdade. Deixa um “que” de continuidade. Começa com som de violão e estalar de dedos e deixa a mensagem “Nem tudo que acaba aqui, deixa de ser infinito”. Afinal, se “nada” é pra sempre “tudo” não deixa de ser infinito.