29/01/2012

Novos projetos

Não abandonei este blog, apesar de há um bom tempo não postar nada nele. Além do dia-a-dia corrido fui convidado pela equipe Evshadow para escrever textos especiais sobre o Evanescence.

Além disso, também recebi convite pra ser revisor da Revista Parahyba, do Editorial PET, Escola de Arquitetura da UFMG. Recebeu recentemente o Prêmio Mixsordia de Melhor Publicação Impressa de 2011. A primeira edição vocês podem ler clicando aqui

A seguir vou postar dois textos que foram publicados no Evshadow. Espero que gostem!

30/10/2011

A fuga

Eu quero um lugar tranquilo
Longe de tudo que me canse
Quero que você vá comigo
Para que possamos nos amar

E nesse lugar que tenho em mente
Os pássaros cantarão nossos nomes
Dizendo à natureza que nos amamos
E que ficaremos juntos eternamente

Sem ninguém pra pedir nossa volta
Nem nada para nos preocupar
Guria você ainda não percebeu?
Eu vivo pensando em te amar!


03/10/2011

Um novo Evanescence

A pausa entre “The Open Door” e o quase lançado álbum “Evanescence” fez a banda liderada por Amy Lee se reinventar. Novos arranjos, músicas que conquistam o mesmo público (que podem abrir brechas para novos fãs) e também mais maturidade.

A apresentação no Rock In Rio abre um período de um novo Evanescence. Sem covers no show, o setlist variou sucessos de “Fallen”, “The Open Door” e o novo “Evanescence”. O que ouvi comentários é que Amy Lee alcançou ao vivo as notas mais altas das músicas sem desafinar, mas o que acredito é que na verdade a vocalista se movimentou de um lado pro outro de um jeito diferente o que evitou o cansaço desnecessário. Também soube dosar as sequencias no piano no momento certo. Não foi por isso que passou menos emoção na performance.

Logo na primeira música “What you Want” ela demonstrou superioridade e mostrou que o show iria mesclar as novas canções com os antigos sucessos. Quando o piano preto surgiu no palco era o momento de relembrar “My Immortal”. O público não deixou por menos e cantou muito alto a música que estourou nas rádios de todo o mundo.

Em seguida...outra música nova, também no piano. “A próxima tocaremos pela primeira vez ao vivo”, avisou Amy. Era o início de “My heart is broken” (que torço para ser um single).

A abertura da nova turnê do Evanescence, com a apresentação no Rock In Rio, foi finalizada com “Bring me to life”, o sucesso que projetou a banda para o mundo.

Amy Lee retribuiu os presentes com um “Muito obrigada” fofo e tímido ao mesmo tempo. Cumpriu a lição de casa, agradou os fãs e talvez até o público que esperava as outras bandas. Sorte ao renovado e renomado Evanescence.

Foto: Marcelo Mattina/Grudaemmim


09/08/2011

Hello Hello, Evanescence again!

“Faça o que você quiser se sonha por algo melhor”. Essa é a tradução do primeiro verso de “What You Want”, novo single da banda de rock Evanescence, lançado oficialmente pela internet na última segunda-feira, dia 8, em um programa da MTV.

Após o último disco em 2006 (The Open Door), este ano Amy Lee e sua banda resolveram, além de lançar um disco novo com composições inéditas, tocar no Rock In Rio para mostrar as novidades em primeira mão e ainda se apresentar em vários lugares do mundo em que ainda não passaram nas outras turnês. Desta vez não teremos covers ao vivo.

Aliás, enquanto a entrevista ao vivo rolava (e foi reprisada várias vezes na internet), fãs de várias partes do mundo enviavam mensagens de apoio e, também, as tradicionais “I Love Evanescence”, “Brasil loves Evanescence”, “Amy sua linda” entre outras.

Depois acompanhei tweets de fãs que discutiam se Amy Lee cantava melhor na performance ao vivo ou se nas outras turnês ela estava melhor. Ou então inúmeras (e novas) hashtags para levar a banda e “What You Want” aos Trending Topics (assuntos mais comentados do Twitter).

Mas, voltando à música e também à entrevista. Senti uma Amy Lee mais descontraída, que ria bastante (na hora certa), bem entrosada com a banda e os integrantes dessa banda bem entrosados com a vocalista e líder do grupo. Ela respondeu às perguntas do público, os questionamentos feitos via twitter (escolhidos pela MTV), distribuiu abraços, sorrisos e fez “caretas alegres” para as câmeras.

Ouvi a canção e admito que gostei bastante. Sempre fui fã do grupo, mas admito que sempre fico curioso (e porque não) apreensivo quando a vocalista anuncia novidades, sons eletrônicos e complementos nas canções.

Ao que tudo indica teremos muitas novidades no próximo álbum.

Faça o que você quiser até encontrar o que estava procurando!


01/08/2011

Clímax


Marina Lima voltou. E com tudo. Disco novo com músicas inéditas e um repertório com parcerias de Samuel Rosa, Vanessa da Mata e Adriana Calcanhoto. “Clímax” é um disco rico de letras boas para se escutar principalmente à noite ou então na estrada.

Nunca tive a oportunidade de assistir um show de Marina, mas sempre tive vontade. As canções antigas (do tempo que eu ainda nem sabia o que era música) são as que mais gosto. Achei impecável um disco acústico, mas reconheço que não sei como é uma apresentação completa ao vivo e a cores.

Admito que as novas músicas têm me chamado certa atenção. Com curiosidade vi o programa “Som Brasil” exibido na madrugada de sexta-feira para sábado passado em que foi realizada uma (merecida) homenagem à Marina Lima com a própria intérprete e convidados como Seu Jorge e Sandra de Sá. Além deles, destaques para Dani Black, Letuce e Os Outros.

Retornando ao novo disco, “Clímax” traz 11 músicas com um cover (Call me), uma homenagem à São Paulo (#Spfeelings) e outras composições. A primeira faixa do disco (Não me venha mais com amor) é forte, intensa, curta (e grossa) logo nos primeiros versos: Não me vem que dessa você não se safa / Só eu sei te dar o melhor.

Afinal, quem nunca pensou ou teve noites de incendiar o lençol?


31/07/2011

Love is a losing game

Nessa última semana gostaria de ter parado um pouco e escrito algo sobre a morte da Amy Winehouse neste blog, mas não consegui. O bom é que parei pra analisar melhor o tratamento dado na divulgação da morte e também da carreira da cantora. O fato é que nunca se falou tanto (bem) de Amy quanto agora, após sua morte.

Claro que os escândalos e a mistura explosiva de álcool e drogas são fatos que continuam sendo propagados, mas não como antes. Agora, ao meu ver, exploram seu talento na música, nas composições, nos pedidos de socorro expressos em cada entrelinha de suas canções a exemplo de “Rehab”.

O Fantástico exibiu várias passagens da cantora. Tinham as legendas dos clipes, os bares que freqüentava e dava suas ‘canjas’, sua maquiagem e cabelo marcantes, além de sua voz. Na noite de ontem (30/07), a MTV exibiu um especial com um show em que Amy estava em forma, com grande público e tocando guitarra.

Com tudo isso pergunto: qual artista não tem vida polêmica ou faz declarações polêmicas? Os bons artistas, como acho que Amy era, devem ser cultuados em vida. Após sua morte, do que adianta o “novo público” e fãs elevarem o disco “Back to Black” ao topo dos mais vendidos após passar inúmeros meses na 50ª posição? É a chamada modinha que também aconteceu com Michael Jackson na criação de tributos, especiais na TV, edições de luxo e vídeos distribuídos pela internet.

Meu gosto diversificado para a música inclui também Amy Winehouse desde o surgimento de “Back to Black” e o clipe de “Rehab”. Mas com o tempo fui descobrindo que a garota de 27 anos morreu cedo, trazia maquiagem pesada, cabelo um pouco esquisito, tatuagens pelos braços e um time de músicos poderoso tentava ser feliz com sua música.