07/06/2009

Defendendo o diploma

Hoje vou me dedicar a divulgar uma campanha muito importante e de forma gratuita...

É um absurdo como ainda hoje discutimos coisas tão patéticas e tão óbvias ao mesmo tempo. Discutir a obrigatoriedade do diploma é uma delas. A FENAJ enviou um informativo a todos os cadastrados no mailling (como eu) chamando a sociedade para que nosso diploma após quatro anos de faculdade não tenham sido em vão.


Diz o texto: O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar a obrigatoriedade do diploma no Jornalismo. A pauta foi incluída como primeiro ponto da sessão, e só deverá ter o julgamento adiado se o ministro Marco Aurélio incluir o caso do menino Sean - cuja guarda está sendo reivindicada pelo pai nos Estados Unidos.


Este ataque frontal à regulamentação da profissão e à qualidade do Jornalismo brasileiro teve início em 2001, a partir do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo A juíza Carla Rister concedeu liminar suspendendo a exigência do diploma para a obtenção de registro profissional e obrigou o Ministério do Trabalho e Emprego a fornecer registro de jornalista, ainda que precário, a qualquer pessoa que o solicitasse.


Ora, se o diploma é primordial para qualquer profissão por que no jornalismo tem que ser diferente? O canudo deve ser obrigatório para o exercício do jornalismo, ele não é um rótulo, ele é um símbolo representativo de conteúdo durante o tempo que o aluno passou na faculdade, do que investiu, de que se arriscou nas estradas, do dinheiro que gastou com alimentação, moradia, livros, xexox e muito mais. É um afronta para a comunicação social.


Dia 10 jornalistas e simpatizantes dos profissionais de imprensa, fiquem atentos porque a forma de se fazer comunicação vai mudar profundamente, para melhor ou pior. É esperar pra ver.

26/05/2009

A quem se machuca

Inimigos são duas pessoas pertinho uma da outra. Só que de costas. Há duas situações inimigas dentro do amor. Pertinho e uma de costas para outra. Ambas ameaçam dar certo e não dar certo.
Os anos me ensinam que quando se ama, tanto se teme enfrentar a possibilidade de dar certo, cheia de prisões e tentáculos, como o risco de não dar certo e ficar rompida uma harmonia que poderia ter dado certo. E, se poderia vai doer se não viver.
Ambas as situações convivem em quem se ama. Porque "viver bem" não é dar certo. Dar certo é ser capaz de prosseguir apesar do desacerto. "Viver mal" não é necessariamente dar errado. Dar errado é não poder prosseguir.
Composto de partes inimigas é o amor. Ele só se enriquece dos cansaços incapazes da destruição. Ele só vive do imperfeito de cada confronto. Ele só é, quando vive ameaçado de deixar de ser. Caso contrário não seria: simplesmente deixaria de ser.
Os inimigos são duas pessoas pertinho uma da outra, mas de costas, porque se virarem se encontrarão. E é isso o que temem. São mais unidos, talvez, que amigos, um de frente para o outro, mas a metros ou quilômetros de distância e só por isso se entendem.
O medo de amar é o medo de estar perto demais, o que de certa forma escraviza. O engano de amor é estar longe, mas de frente, o que de certa forma atenua.
A coragem de amar é como a coragem de SER: é fazer os dois inimigos de costas um para o outro, virarem-se de frente para sentir hálito, olho, medo, força, ternura, muita raiva e muito carinho e aceitar tudo, por isso amar.
A falsidade do amor é permanecer de frente como amigos: pura e simplesmente se aceitando. Sem contradição. Sem a oposição capaz de ser vencida pela permanência do sentimento, a despeito do eu de cada um.
O medo de quem ama é o medo da relação profunda. Porque é nela que está a entrega. E tão profunda que não rompe, apesar das tragédias da superfície. E a superfície só faz a tragédia, para impedir que o eu contemple de frente a relação profunda.
A relação profunda implica o que não se destrói apesar das diferenças de cada um.
Na relação profunda está o desamparo e a necessidade tão pura que nunca pôde vir à tona. Na relação superficial está a fantasia, o eu idealizado, a armadura enfeitada de cada um.
Se transares ao nível da armadura, serás feliz no começo, na fase hipnótica do amor. Se transares ao nível profundo, talvez sejas até infeliz. Mas amarás. A infelicidade pode fazer-te virar as costas para o inimigo que amas. Poderá separar-te dele. Mas mesmo assim não será maior que o amor adivinhado e sentido, se a relação é profunda.
Não te vires de frente para o inimigo! Podes amá-lo. Ele vai adivinhar e tu também, o amor que está na peleja de quem ama. Não fiques tão de frente, mas tão longe de quem gostas. No que chegares perto, talvez deteste e seja detestado.
Amar é estar de costas. Gostar é estar de frente. O primeiro ultrapassa a inimizade que vive junta. Já o segundo vive da amizade fácil. Porém o gostar pode- se tornar amar... e vice-versa!
Amar é apesar de. É através. É a despeito, mas é com.
Amar é contra, mas perto e fundo. Mesmo de costas. É malgrado. É com ferida e cicatriz, mas íntegro.
Amar fundo é ter medo de virar de frente. Porque aí pode surgir, cristalina, a possibilidade de dar certo. E a entrega. Que é no fundo o que quem ama mais teme.

Artur da Távola

23/05/2009

Supernatural: Haverá um fim?

Imagens: Reprodução

A série Supernatural me deixa fascinado a cada episódio. É impressionante a saga dos irmãos Winchester para destruir o mal. Na primeira temporada peguei a história pela metade. Porém, corri em busca das 2ª e 3ª temporada e há pouco tempo terminei de assistir a 4ª temporada.

Dean foi salvo pelo anjo Castiel após passar meses no inferno. Enquanto isso, Sam achou que estava “no céu” curtindo um romance com Ruby, enquanto a mesma o incentivou a usar suas forças “paranormais” para exorcizar demônios e matar Lilith, a última dos 66 selos.

É algo interessante a simbiose entre demônios, fantasmas e outros seres que circulam na série. Seres como anjos, que começaram a marcar presença a partir da 4ª temporada. Ligações cada vez mais fortes entre céu e inferno e, por que não dizer que são forças equivalentes. Ao pensar que o mal está vencido, algo de muito maior é desencadeado para agitar ainda mais a trama.

Episódios como os de Supernatural me fizeram pensar sobre as forças que habitam nosso universo. Será que neste caso a arte imita a vida? As forças do bem contra o mal ou do mal contra o bem podem muito bem ser equivalentes e por isso nunca existir um vencedor.

Em conversa com um amigo que também assiste a série, ele me revelou que se diverte ao pensar que os dois são filhos de demônios. Realmente é uma observação interessante. Dean que nunca acreditou em Deus e nem em anjos é salvo por um por ordens do Senhor, enquanto que Sam (que já arriscou provar ao irmão sobre a existência dos anjos) é tentado e traído por Ruby.

Resultados: final da primeira temporada: Dean fica entre a vida e a morte. Fim da segunda: Os demônios são liberados do portão. Fim da terceira: Dean é morto pelos cães negros após fazer um pacto. Fim da quarta temportada: Ressucitado, Dean e Sam estão juntos. Eles vêem juntos Lúcifer surgir a poucos metros da sala em que estão.

Não imagino como a série vai terminar mas, ao meu ver, o mal enfrentado pelos irmãos Winchester nunca será totalmente combatido assim como nem todas as pessoas poderão ser salvas. No entanto após mais de 80 episódios posso dizer com segurança que tudo pode acontecer.

20/03/2009

Progresso consciente: uma atitude sustentável

Mares, rios, cachoeiras, praias paradisíacas e a mata atlântica são a perfeita combinação que pode descrever o Litoral Norte de São Paulo. Formado por quatro cidades com características diferenciadas entre si, a região reúne um grande número de turistas na temporada de verão e se prepara para receber um “boom” de investimentos provenientes da iniciativa privada, governos e prefeituras.
Com a chegada de novos empreendimentos e obras de infra-estrutura, estima-se que o litoral eleve a qualidade de vida da população e ofereça também uma gama maior de empregos.
Progresso e novas oportunidades todo mundo gosta, mas é de suma importância que os projetos tenham a preocupação com responsabilidade ambiental e sustentabilidade. Audiências públicas, reuniões com vários segmentos da sociedade, associações de bairros, conselhos municipais e outros órgãos são métodos de planejamento eficazes e previnem eventuais problemas que possam ocorrer no futuro.
A comunicação social vem como mais uma solução para apaziguar os problemas gerados pelo próprio homem e propor métodos de minimizar os eventuais estragos que possam ocorrer em razão de um projeto mal formulado. Cada vez mais se faz necessária a elaboração de campanhas publicitárias que mudem os hábitos diários, matérias jornalísticas que mudem o olhar do leitor nos mais diversos meios de comunicação (rádio, TV, jornais, sites e revistas) e o marketing social voltado para a sustentabilidade.
O conceito de sustentabilidade pode ser difícil de ser implantado. Porém, é uma forma de utilizar os recursos naturais que o Litoral Norte possui de um jeito que prejudique muito pouco o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas. Atualmente, estão em alta as ideias que atendam especificamente três esferas: meio ambiente, seres humanos e progresso econômico.
Uma das iniciativas mais discutidas atualmente na região é a expansão e ampliação do Porto de São Sebastião dentro do Projeto Integrado Porto-Cidade, formulado pelo Governo Estadual, por meio da Companhia Docas de São Sebastião. Em fase de licenciamento ambiental, a obra visa corrigir os “gargalos” do sistema portuário brasileiro, particularmente na região sudeste. O mesmo projeto, segundo informações da Cia Docas, prevê que o porto seja amigável com o meio ambiente.
A avaliação ambiental de um conjunto de órgãos é importante para outras iniciativas como o Projeto Mexilhão de gás, ampliação da Rodovia dos Tamoios e a nova estrada que vai ligar Caraguatatuba a São Sebastião.
Nos municípios do Litoral Norte, o Plano Diretor (PD) deve prever todos estes investimentos que vão proporcionar maior crescimento econômico e demográfico. Mais uma vez o planejamento consciente com a discussão dos projetos e divulgação das ações e etapas a serem realizadas são instrumentos importantes para a busca de melhores condições de vida para todos.
Mesmo com todos os investimentos já anunciados, ainda são necessárias outras medidas para o convívio harmonioso dos moradores do litoral como a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, conscientização para manter as praias limpas e investimentos em projetos sócio-ambientais que conscientizem novos multiplicadores do conhecimento.
A soma de esforços conjuntos da sociedade civil com a participação popular em discussões importantes para a região é uma das formas que, juntamente com a comunicação social, pode ser determinante para que combinemos progresso com consciência sócio-ambiental. Cada pessoa tem a tarefa de participar das discussões, propor soluções, reclamar das atuais condições, cobrar promessas de campanhas políticas e fazer sua parte com ações ecológicas que primem, sobretudo, pela qualidade de vida da região.