11/10/2008

A comemoração do samba

Queixo-me às rosas,
mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Angenor de Oliveira, nosso mestre Cartola...o trovador do samba faria neste sábado (11/10) 100 anos.

Oh! triste senhora
Disfarça e chora
Todo o pranto tem hora
E eu vejo seu pranto cair
No momento mais certo
Olhar, gostar só de longe
Não faz ninguém chegar perto
E o seu pranto oh! Triste senhora
Vai molhar o deserto

Saiba mais clicando na matéria a seguir: http://msn.onne.com.br/conteudo/6167/inverno-de-outros-tempos

Tina: um exercício acadêmico-literário

A seguir apresento um texto que foi fruto de um trabalho em sala de aula dentro de um exercício de jornalismo literário . Qualquer semelhança é mera coincidência. Tina neste texto é vista sob os olhos de um "traficante do morro":

Tina era uma coroa que chegou ao morro com um objetivo: virar traficante. A virada em sua vida teve um certo período com direito à universidade federal e estágio remunerado foi para o fundo do poço como um cigarro de maconha é tragado de forma instantânea.
A garota se arrumava bem e estava feliz pelo reconhecimento. Tina, como dizem os meus “brothers” era lésbica, porque parecia uma menina e não “sapatão” como vimos muito nos dias de hoje.
Tina não tinha nada a perder. Já não havia mãe, não conheceu o pai e tinha terminado o relacionamento. Pedro Henrique, o único garoto da infância que realmente tinha se apaixonado de verdade, nunca mais o viu.
Tina começou a vender maconha, mas consumia cocaína. Quando passou a vender ecstasy teve sua primeira overdose com uma mistura de crack e vodka.
Eu não bloqueava o consumo de Tina. Afinal, ela pagava para mim as drogas que consumia. Ou seja, o que ganhava comprava seus próprios vícios e vendia seus últimos pertences que tinha dividido com sua ex.
E, aos poucos, a morte levou Tina. As overdoses se tornaram internações no hospital público quando em uma noite, Tina não agüentou e expirou ao pedir um cigarro de maconha na maca do hospital. Até hoje não sinto culpa. Ela traçou o próprio destino.

02/10/2008

Reforma, restauro ou “jeitinho brasileiro”?

A língua portuguesa é, sempre foi e será por muito tempo a mais difícil do mundo, em se tratando de gramática e ortografia, por exemplo. Estou prestes a terminar a minha faculdade de jornalismo após ter cursado dentro das minhas disciplinas três semestres de língua portuguesa e quatro de redação. Ou seja, concluo que em oito semestres a “disciplina mãe” foi o português.
Mas depois da última segunda-feira (29/9), acredito já estar desatualizado. Tudo bem que a língua portuguesa sempre foi mudada, porque é uma mistura de radicais gregos e latinos com uma boa contribuição de Portugal, mas dentro do contexto político e sócio-econômico que nos encontramos hoje em dia, o que vai ajudar uma “reforma ortográfica”?
Não sou daqueles que falam que “em vez de uma quadra de esportes por que não construiu um hospital?”. De forma nenhuma. A questão é que gostaria de entender o motivo desta mudança que vai vigorar a partir de 2009. As prefeituras já vão começar a se movimentar para promover cursos de atualização para todos os professores da rede, assim como Estados e rede particular também devem fazer o mesmo.
Suprimir tremas, acentos agudos e circunflexos parece, ao meu ver, mais uma forma de melhorar a vida dos que nunca tiveram facilidade com a língua. Muitos acadêmicos da ABL (Academia Brasileira de Letras) até são a favor. Mas esta nova forma de “bolsa família” da nossa língua não me agrada nem um pouco.
Vou estar me atrevendo neste momento a estar finalizando este texto com muitos gerúndios.
Resumo da ópera: terei que atualizar meu português.

Urnas que falam
Em vez da reforma, acordo ou seja lá o que for, ortográfico, temos uma missão no próximo domingo. Nos encontraremos nas urnas (eletrônicas) para eleger prefeitos e vereadores dos municípios. Já dizia Machado de Assis [em mais uma homenagem nesta semana que comemoramos seu centenário] na coluna “A Semana”:

“(...) o xadrez, um jôgo delicioso, por Deus! Imagem da anarquia, onde a rainha come o peão, o peão come o bispo, o bispo come o cavalo, o cavalo come a rainha, e todos comem a todos. Graciosa anarquia, tudo isso sem rodas que andem, nem urnas que falem!”

28/09/2008

100 anos sem (?) Machado


A literatura e a política, estas duas faces bem distintas da sociedade civilizada, cingiram como uma dupla púrpura de glória e de martírio os vultos luminosos da nossa história de ontem.
(O ideal do crítico)

Segunda-feira, 29 de setembro de 2008. Há exatamente 100 anos entrava para a história um dos, se não o maior gênio da literatura brasileira. Machado de Assis: Um gênio brasileiro como denomina o jornalista Daniel Piza em seu livro de mesmo nome, vendido pela editora Imprensa Oficial.
Muitas são as comemorações, mas poucos são os que realmente lêem Machado de Assis. “Eu li Dom Casmurro” ou “Eu já li Memórias Póstumas de Brás Cubas” fazem parte de muitas falas do cotidiano brasileiro dos ex-alunos de Ensino Médio que foram obrigados a ler suas obras para o vestibular. Mas, “os livros clássicos são chatos” como diriam muitos, então, Machado é “chato”?

Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário fôr, que tôda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
(in Bons dias! Gazeta de Notícias)

Estão redondamente enganados. Quando se investiga a época em que determinado autor escreveu seus textos e sua essência passa-se a compreender as principais questões do tempo. Machado foi totalmente homem de seu tempo e de seu país. Escrevia, criticava e apontava os fatos do Século XIX como ninguém e também a transição do Império para a República.
Relações políticas, críticas culturais e muito jornalismo foram desempenhados pelo homem que saiu de agregado e se tornou o presidente, fundador e primeiro ocupante da cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Era mulato, pobre e usou o jornalismo como forma de exercitar seus textos, ficar por dentro das questões de seu tempo e o que viria pela frente, além de poder pagar suas contas, como todo bom brasileiro.

Educar a mulher é educar o próprio homem, a mãe completará o filho
(in Jornal A Estação)

Fico contente que as pessoas estão redescobrindo Machado. Estão lendo mais o autor de Quincas Borba. Mas espero que o centenário faça com que mais pessoas leiam com vontade em descobrir e “devorar” o que há por trás de seus textos cheios de humor e sarcasmo. Livros estão sendo lançados, Machado apareceu mais na mídia neste ano do que os candidatos a prefeito e vereador dos municípios brasileiros.
É nesta segunda-feira...centenário de morte de Machado, mas Machado está morto? Não. Machado é imortal, está vivo em seus livros, crônicas jornalísticas e diversos textos que escreveu em vida. Descubra um pouco mais deste grande cidadão carioca que merece nossas mais sinceras homenagens.

Está morto: podemos elogiá-lo a vontade
(O empréstimo)

19/09/2008

15 minutes

Foi o tempo que durou para os ingressos “VIP” do último show extra em São Paulo se esgotarem definitivamente. Como em qualquer um país subdesenvolvido uns conseguiram e tiveram “capital” para tal e outros não...
PS: prometo que no próximo post não falo mais da Madonna, mas não tem como não comentar...

06/09/2008

the end

após postar neste blog tive a confirmação dos shows de Madonna no Brasil, iniciou a venda e os ingressos se esgotaram...
the end